domingo, 30 de novembro de 2014

457 - La mitad de los jóvenes argentinos no utiliza libros para estudiar...

Não era nada que não suspeitássemos, mas dá-nos pistas para o nosso trabalho:
- Promover literacias;
- Redesenhar as nossas aulas;
- Fomentar o gosto pela leitura e pela pesquisa.

 
En Argentina, el 42 por ciento de los jóvenes de entre 15 y 19 años afirma leer libros mientras que la media entre México y Brasil asciende al 46 por ciento, y la de Europa y Asia, al 57 por ciento, según un estudio de la empresa alemana de investigación GFK. La encuesta, realizada entre 5.000 jóvenes de las 23 provincias argentinas, revela sin embargo que si el dato se compara con la lectura a través de Internet, el interés de los jóvenes argentinos por los ordenadores supera al del resto de los países, tanto con fines de entretenimiento como de estudio. Asimismo, la mitad del alumnado no utiliza libros para estudiar, siendo internet el principal sustituto. El informe también puntualiza que el 80 por ciento del alumnado confía en datos tomados de la web, y que las fuentes preferidas a las que acuden los jóvenes para realizar sus tareas escolares son las páginas web del Rincón del Vago, Wikipedia, Yahoo Answers y Taringa.
La encuesta revela además que, respecto del uso de internet para fines escolares, los adolescentes afirman que muchos profesores recomiendan resolver tareas buscando datos en sitios web como los anteriormente mencionados, páginas que contienen información y opiniones subidas por cualquier usuario y que, a pesar de eso, los alumnos suelen dar por válidas. Asimismo, tienden a consultar las primeras páginas que aparecen o a leer la primera parte de un texto y copiar el resto sin leerlo.

ler mais na fonte original:  http://www.lecturalab.org/story.php?id=3262

terça-feira, 25 de novembro de 2014

456 - Encontro de escolas participantes no projeto: "todos juntos podemos ler"

Todos juntos podemos ler
Perante a crescente inclusão de alunos com necessidades educativas especiais nas escolas do ensino regular, as bibliotecas escolares veem-se, hoje, confrontadas com a imprescindibilidade de responder a uma população escolar com competências diversas e que requer, em muitas situações, meios tecnológicos diferenciados de acesso à leitura.
A Rede de Bibliotecas Escolares, o Plano Nacional de Leitura e a Direção de Serviços da Educação Especial e Apoios Sócioeducativos conceberam um projeto conjunto denominado Todos Juntos Podemos Ler, que tem como principal objetivo a criação de bibliotecas inclusivas, capazes de proporcionar oportunidades de leitura para todos os alunos.

Criar bibliotecas escolares inclusivas, que assegurem reais oportunidades de leitura para todos os alunos, é talvez um dos maiores desafios colocados às bibliotecas, que se devem assumir como espaço de excelência para o desenvolvimento da literacia e como garante da igualdade de oportunidades quer em contexto sóciocultural, quer em situação de aprendizagem.

No passado dia 24  de setembro, realizou-se na Escola Secundária Eça de Queirós em Lisboa um encontro de escolas participantes neste projeto. Foi um dia muito enriquecedor, onde se partilharam práticas de inclusão e de verdadeiro trabalho educativo no sentido de promover a inclusão e o respeito pela diferença, procurando ainda fazer leitores. 

Aqui ficam algumas fotos do evento, sendo que nele participaram, apresentando as suas práticas, os seguintes Agrupamentos de Escolas: AE nº 1 de Beja, AE de Aljustrel, AE nº3 de Elvas, AE Damião de Goes, AE Sudoeste de Odivelas, AE Ferreira de Castro, AE António GEdeão, AE da Boa água, AE Rafael Bordalo Pinheiro e AE José Cardoso Pires.    








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segunda-feira, 3 de novembro de 2014

455 - Não, as escolas não são todas iguais e há umas que precisam de mais apoio

“O que é importante na educação, antes de mais, é o ambiente natural e esteticamente harmonioso em que ela se processa […].”
João dos Santos, Ensaios sobre Educação II, pág. 89
    “A escola só é democratizante, quando integra e simultaneamente  influencia  a  cultura  local, regional e nacional e quando nela se aprende a Ver e a Falar.”
João dos Santos, Ensaios sobre Educação II, pág. 51
    “O pensar nasce do sonho. Deixem as crianças sonhar!”
João dos Santos, Ensaios sobre Educação II, pág. 298

Creio que há um erro que muitos profissionais da educação cometem (incluo-me neste grupo) que é pensarem que as escolas são todas iguais e que a receita que serve para uma, serve para todas! Não é assim e mais uma vez, após uma dia de visita a escolas, constato que os miúdos chegam diferentes à escola e que esta, tal como está organizada, pouco faz para combater este facto e, em poucos anos, agrava as diferenças em vez de as diminuir.

Apoios para escolas TEIP, escolas em bairros de baixo nível sócio económico, colocação atempada de professores e de outros técnicos, precisam-se, mas precisam-se mesmo. Não dá para brincar à educação. São gerações e gerações de miúdos que se perdem...




   

sábado, 1 de novembro de 2014

454 - Poesia e ciência


 Na sequência do meu post anterior...


Na noite do professor que ocorreu no Pavilhão do Conhecimento em Lisboa, a certa altura, deparei-me com o stand do Centro de Ciência Viva de Lagos. Uma das atividades propostas era deixar a marca de uma folha (que tínhamos de pintar) num mural gigante (ver foto). Este mural era feito a partir de um poema de António Gedeão. 

E eis como se pode aprender ciência a partir de um poema. Para saber onde coloquei a impressão digital da minha folha será necessário ler o poema até ao fim... 
 
Pastoral


Não há, não,
duas folhas iguais em toda a criação.

Ou nervura a menos, ou célula a mais,
não há, de certeza, duas folhas iguais.

Limbo todas têm,
que é próprio das folhas;
pecíolo algumas;
baínha nem todas.
Umas são fendidas,
crenadas, lobadas,
inteiras, partidas,
singelas, dobradas.


Outras acerosas,
redondas, agudas,
macias, viscosas,
fibrosas, carnudas.

Nas formas presentes,
nos actos distantes,
mesmo semelhantes
são sempre diferentes.

Umas vão e caem no charco cinzento,
e lançam apelos nas ondas que fazem;
outras vão e jazem
sem mais movimento.

Mas outras não jazem,
nem caem, nem gritam,
apenas volitam
nas dobras do vento.

É dessas que eu sou.
António Gedeão (Poesias Completas, 1956-1967 )



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453 - A Biblioteca e a(s) Ciência(s)

No dia 31 de Outubro, das 18h00 às 23h00, o Pavilhão do Conhecimento abriu portas à 5ª edição de uma noite dedicada a educadores e professores. Foi  um momento privilegiado de convívio e de contacto directo com a oferta educativa do Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva e ainda conhecer os projectos nacionais e internacionais de educação para as ciências, participar em actividades científicas.

Confesso que gostei muito de ter participado e de, mais uma vez, confirmar que é tão simples pôr meninos de todas as idades a fazer ciência, a questionar-se sobre os porquês, a investigar, a saber ler a realidade, a saber olhar, ...

Estou certo que a Biblioteca poderá desempenhar um papel fundamental na promoção de um programa de literacia científica. É tão simples pôr os meninos a pensar! basta querer, bastar ser educador: pensar a razão de ser das cores no fundo do mar, ler um charco, explorar os minerais, explorar um poema, investigar num livro ou na NET o resultado de uma experiência...