terça-feira, 26 de março de 2013

328 - Visita de estudo à Finlândia: The teaching profession, teacher education and basic education V

O SciFest...

O que é o Scifest?

Trata-se de uma iniciativa que liga a Universidade e as escolas em torno da divulgação e promoção da ciência.
É bem interessante ver que durante uns dias, alunos, professores, escolas, universidades procuram fazer ciência em conjunto.

E não me parece nada difícil organizar este tipo de eventos. Os cientistas conquistam-se assim! seremos capazes de os fazer em Portugal?  


quinta-feira, 21 de março de 2013

327 - Visita de estudo à Finlândia: The teaching profession, teacher education and basic education IV

Correndo o risco de me repetir, tenho mesmo de referir que aquilo que me parece fundamental no sistema educativo finlandês é a confiança que eles depositam nos professores.

Parece fácil?

Então pernse-se no seguinte:

1 - Quantos diretores de escola permitiriam que um grupo de estrangeiros de várias nacionalidades entrassem livremente nas salas de aula e se senteassem a obervar?

2 - Quantos professores portugueses deixariam que um grupo de estrangeiros entrasse livremente na sua sala de aula?

3 - Quanto professores e diretores confiriam nos alunos o suficiente para deixar que professores de outors países entrassem na sua sala de aula? mesmo que isso significasse a hipótese de algo correr mal?

Pois...
Aqui as erespostas aos pontos anteriores são todas positivas. Isso muda tudo!
Transparância e confiança são as chaves!

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4 - Para além disso, quantas universidades deixariam que os seus estagiários falassem livremente com os visitantes correndo o risco de estes dizerem mal do seu sistema de ensino?

Estes deixam...

5 - Para além disso, estes estagiários são todos mesmo muito bons! acreditem, a Finlândia escolhe bem os seus professores!

quarta-feira, 20 de março de 2013

326 - Visita de estudo à Finlândia: The teaching profession, teacher education and basic education III

As Bibliotecas...

Ainda só vi três (duas em escolas tipo EBI e uma numa Escola Secundária).

Confesso que a primeira de vi não me convenceu e que as respostas que obtive também não...
Explico-me...

Em todas as escolas a biblioteca não está numa sala à parte mas num corredor da escola, num espaço comum. Na escola secundária bem perguntei a alunos e professores pelo uso da Biblioteca e se haveria responsáveis. Recebi respostas redondas, mas até reparei que os livros estavam catalogados (tratados). Não me pareceu que os alunos a valorizassem sendo que esta era uma escola onde os alunos têm acesso a muitas tecnologias e estes têm Ipads.

 
Nas duas últimas bibliotecas a coisa foi bem diferente... Na primeira, o espaço era mesmo muito agradável e  odiretor chamou-me "ambiente de aprendizagem.". Referiu-me a existência de professores bibliotecários mas não desenvolveu... O facto é que, mais tarde, vi professores e alunos a usarem o espaço para procurarem algo para a realização de um trabalho. Na segunda a biblioteca serve tamb+pem de biblioteca pública pelo facto de se tratar de uma pequena comunidade. Não consegui perceber a existência de professores bibliotecários, o facto é que os livros estavam tratados e arrumados segundo a CDu. Também havia uma secretária com aspecto de balcão de atendimento.

Se calhar funciona mesmo e pareceu-me fazer muito sentido uma bibliotwca assim! 













terça-feira, 19 de março de 2013

325 - Visita de estudo à Finlândia: The teaching profession, teacher education and basic education II

 Ao fim do segundo dia de visita tenho de reconecer que  é mesmo necessário repetir-me e, dos 3 aspetos que irei referir, um deles é o mesmo de ontem.

Vamos às reflexões:
1 - A forma como é visto o professor -   Mais um dia de visita a uma escola e com total liberdade de entrar e sair das salas de aula sem que ninguém nos impeça. Volto a referir que não vi nada que não aconteça connosco: muídos bem comportados, boa relação pedagógica, miúdos desatentos, um ou outro a enviar sms, ... mas esse não é o ponto! o ponto é que todos confiam nos professores e é mesmo prciso confiar para abrir as portas da sala de aula a professores de 15 países europeus, sabendo que, com isso, poderia correr-se o risco de se dizer em toda a Europa que o sistema finlandes é bluff e que tudo corre mal.
O facto é que não corre! a autoestima deste povo é impressionante e os professores sentem isto! sentem mesmo que estão no bom caminho. Quem elogia os nosso professores?

2 - Os alunos: Já entrei em 7 ou 8 salas de aulas e vi alunos de todas as idades. Percebe-se, apesar de algumas aulas que vi fossem em finlandês que há uma boa relação pedagógica, mas o que mais me chamou a atenção foi a auto-estima de muitas alunas (principalmente estas). Nota-se que são decididas e que querem mesmo aprender! Nota-se...
A sua postura,  o seu olhar, ... começo a ficar mesmo com a ideia que isto da Finlândia não é apenas conversa (e vim para cá com essa ideia, confesso!)

3 - O currículo - Isto já tinha visto noutros países... o trabalho de mãos não é esquecido: Madeiras, metais, texteis, cozinha... Desde a mais tenra idade, ainda no 1º ciclo.(imagem acima)
E isto faz muito sentido! 
Confesso até que tenho dificuldade em explicar a quem nos visita em Portugal que não viu as oficinas por estas não existuirem e que não foi esquecimento da parte de quem organizou a visita.! 
Como é possível que as escolas desde há 20 anos para cá não tenham sido equipadas com oficinas? Creio que iremos pagar caro este erro! 
A malta não é só cérebro! 







segunda-feira, 18 de março de 2013

324 - Visita de estudo à Finlândia: The teaching profession, teacher education and basic education I

Inicio aqui uma série de reflexões sobre algumas temáticas, aspetos que me fizeram pensar ao longo da minha visita de estudo à Finlândia no âmbito dos programas europeus destinados à aprendizagem ao longo da vida.

Podia começar referindo diversos aspetos que me deixaram a pensar no dia de hoje (1º dia da visita). Optei por um aspeto não verbalizado, mas intuído.

Os Finlandeses têm orgulho nos seus professores e esta é uma profissão bem vista por aqui!

É simples, mas isto acarreta muitas consequências. Por aqui os professores, as escolas estão cheias de auto-estima. Sabem que fazem bem e que isso é apreciado sendo que isso muda tudo!

As pessoas vestrem a camisola, as escolas querem continuar a fazer bem e as coisas acontecem.

Isto é de tal modo que hoje fiquei surpreendido com algo que nunca vi em nenhum país. Explico-me: é usual que numa visita de estudo se promova uma volta pelas escolas e que sejamos convidados e ver saulas de aula: já fiz isso em vários paíse... Dinamarca, Noruega, Suécia, Inglaterra, Irlanda, República Checa, Lituânia, Espanha... Acontece que aqui foi o único sítio em que não houve visita guiada. Disseram-nos: entre a 1 e as 2h30, cada um de vós pode entrar e sair na sala de aula que entender. Apenas isso!

Isto mostra a plena confiança que a direção e as universidades têm nos seus professores. Um confiança plena e uma transparência sem limites. Confesso que não vi nada de especial e vi o mesmo que poderia ver em qualquer sala de aula em Portugal: Tecnologia, p+rofessores e alunos envolvidos na aprendizagem (nem todos aliás), um clima mais ou menos semelhante. O que nunca tinha visto é esta confiança absoluta nos professores e isto muda tudo, pois eles sabem que todos confiam neles!

Pelo meu pais, a noção que tenho é de uma cera procura de um culpado...

segunda-feira, 11 de março de 2013

333 - Aplicações da Web social para as bibliotecas

A partir de um post daqui

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Aplicaciones de la web social en las bibliotecas [e-Book] . Madrid, Consejo de Cooperación Bibliotecaria, 2013.
La IFLA, en el Manifiesto de Alejandría sobre las bibliotecas en “La sociedad de la información en acción”, expresa la necesidad de “promover una sociedad incluyente basada en el derecho fundamental de los seres humanos tanto al acceso a la información como a su expresión sin restricciones, y en la que cada uno sea capaz de crear, acceder, usar y compartir información y conocimiento”.
Desde el prisma que ahora nos ocupa -la introducción de las herramientas de la denominada web social en las bibliotecas- dos son los conceptos que especialmente podemos destacar en el párrafo referenciado del Manifiesto de Alejandría: “el acceso a la información” y, también, “usar y compartir la información y el conocimiento”.
Realmente esas han sido siempre directrices en las que se han incardinado los objetivos de las bibliotecas públicas: difundir el conocimiento y usar y compartir la información y el conocimiento en la comunidad local en la que cada una de las bibliotecas presta servicio.
La expresión y concreción de esas directrices ha variado a lo largo del tiempo. Lógicamente, las bibliotecas están inmersas en un contexto social, cultural y tecnológico que enmarcan de forma determinante el desempeño de su labor. En el momento actual, como conocemos, el contexto social y especialmente tecnológico está evolucionando y cambiando a ritmos cada vez más acelerados.
Las bibliotecas escolares, gracias a las iniciativas promovidas por el Ministerio de Educación y las Consejerías de Educación de las Comunidades Autónomas, han experimentado en los últimos años importantes cambios para convertirse en un centro de recursos para la enseñanza y el aprendizaje desde el que se vertebre gran parte de la información dirigida a toda la comunidad educativa. En este proceso de cambio han ido mejorando su infraestructura e implementando las herramientas tecnológicas con el fin de ir ofreciendo a los usuarios nuevos servicios más allá de la consulta del catálogo a través de la red.
Evidentemente, todos los cambios suponen riesgos e incertidumbres. Ofrecer a los usuarios que libremente participen en blogs, que opinen sobre libros, que creen comunidades virtuales de usuarios, etc … supone que en casos concretos y puntuales se pueda hacer un uso inadecuado de estos servicios. Sin embargo, consideramos que se trata de una realidad que hay que asumir y, con la práctica y las experiencias concretas, ir desarrollando criterios que los minimicen tanto como sea posible.
El enfoque de este documento es incidir en cómo los servicios tradicionales de las bibliotecas se benefician del uso de las herramientas de la web social más que describir con exhaustividad cada uno de ellos. La selección de los cuatro servicios aquí propuestos se ha hecho en función de las siguientes razones:
- Son los más extendidos en las bibliotecas.
- Permiten su ampliación con la web social
- Son los más demandados por los usuarios

sábado, 9 de março de 2013

322 - Unesco e bibliotecas digitais

Post de Paulo Izidoro a partir daqui 

A UNESCO aprovou o Manifesto da IFLA para as Bibliotecas Digitais, na sua 36ª Conferência Geral (em novembro 2011). O Manifesto apresenta princípios para ajudar as bibliotecas na realização de atividades de digitalização sustentáveis ​​e inter-operáveis ​​para colmatar o fosso digital - um fator fundamental para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do programa Milénio das Nações Unidas.

As bibliotecas digitais são essenciais para o acesso à informação e para preservar o património nacional.
A ler: Manifesto para as bibliotecas Digitais (2010) : Preencher a separação digital: tornar o património cultural e científico do mundo acessível a todos


Texto da UNESCO Digital Library Manifesto of the International Federation of Library Associations and Institutions (IFLA)


[fonte: UNESCO endorses the IFLA Manifesto for Digital Libraries | IFLA , http://www.ifla.org/en/news/unesco-endorses-the-ifla-manifesto-for-digital-libraries

quinta-feira, 7 de março de 2013

321 - Pedagogies of Media and Information Literacy da Unesco

A UNESCO, através do seu Institute for Information Technologies in Education, acaba de publicar o manual ««Pedagogies of Media and Information Literacy».
Pretende ser um instrumento de apoio nas instituições de formação de formadores e de facilitação do ensino e aprendizagem da literacia informativa e mediática.



 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Vale a pena consultar também
- 'Media Literacy and New Humanism';
- 'Media and Information Literacy Curriculum for Teachers' (traduzido em várias línguas).

terça-feira, 5 de março de 2013

320 - Digital wisdow por Mark Prensky

  Post de
 
 
Marc Prensky publicou um novo livro - Brain Gain - onde abandona o conceito dos digital natives. Com este conceito, Prensky defendia que as gerações mais novas eram constituídas por nativos digitais enquanto que as gerações anteriores eram constituídas por imigrantes digitais


Prensky defende agora uma evolução do conceito para uma nova metáfora: digital wisdom. Eis a sua justificação para o novo livro e para a nova metáfora:


I believe it is important to keep searching for useful metaphors to help our understanding of our evolving man-machine world. Digital natives and digital immigrants was one such metaphor which helped many people understand what was happening over the last decade. But as technology continues to evolve, new metaphors are needed to understand what we are all going through. So I now offer the metaphor of digital wisdom.

Vale a pena ler a crítica ao livro feita por Pedro De Bruyckere aqui. Ver também em Please refrain from the use of digital native (again) e You want to use the concept of the digital native? Just don’t (research) outros comentários deste autor que é crítico da ideia de existência de nativos digitais e do que normalmente se associa como sendo o comportamento dessa geração.

A ideia base de Prensky, a propósito da digital wisdom, é que a tecnologia pode levar-nos a um novo estádio de desenvolvimento humano alterando a forma como nos relacionamos com o mundo e com o conhecimento.
Outra perspectiva sobre a forma como a sociedade atual lida com a tecnologia é visão que defende a existência de residentes e de visitantes digitais (ver este post). Ainda sobre os nativos digitais (ou Geração Net) ver também Geração Net, Web 2.0 e Ensino Superior.
O que é inegável é que as tecnologias influenciam as gerações mais novas e essa influência tem aspectos positivos que devem ser usados por é responsável por a educar mas existe sempre o outro lado da questão: ver esta notícia do jornal Público de 20 de janeiro.